sábado, 21 de junho de 2014

Avenged Sevenfold - Sounding the Seventh Trumpet

Estados Unidos
2001
Good Life Recordings


No final dos anos 90, a cena hardcore da Califórnia estava saturada. Não é à toa que na entrada do novo século surgiu o metalcore, uma variação que abriga seções harmônicas e melódicas. O gênero cresceu tanto na Califórnia quanto no restante dos Estados Unidos, mas foram nas terras ensolaradas que se destacaram os rapazes do Avenged Sevenfold com o debut Sounding the Seventh Trumpet.

Sob a temática do fim do mundo, o álbum é bem agressivo. Na versão original do lançamento, a introdução é feita a piano e já monta o clima para o apocalipse. Mas no ano seguinte, com a entrada do guitarrista Synyster Gates, houve o relançamento pela Hopeless Records com uma nova versão, mais animada e com solos. Eu recomendo a original em favor ao conjunto da obra. E não se deixe enganar pelos vocais limpos de Matt Shadows. Ele mostra sua verdadeira face nas faixas seguintes. Gritos, guturais e vocais rasgados entram em harmonia com os riffs de hardcore de Zacky Vengeance.

O baixista Justin Sane também faz um belo trabalho. Ele criou bases sólidas e mostrou mini-solos e variações para não deixar a bola cair quando as guitarras deixavam de atuar. E ainda contava com as viradas de The Rev, um excelente baterista que destruiu o conceito de simplicidade. Mas nem tudo é violência. Na metade do álbum, chega a balada "Warmness on the Soul". Uma belíssima declaração de amor. Ao menos nos versos. Em seguida, com "An Epic of Time Wasted", as guitarradas retornam e seguem até a última faixa, "Shattered by Broken Dreams", que mescla com elementos mais leves.

Sounding the Seventh Trumpet não se contenta em ser um álbum de metalcore. Ele abre espaço para outras vertentes musicais e até mesmo não musicais, como spoken word. Em algumas oportunidades, os versos não são cantados, mas expressados em forma de poema. E mesmo com essas variedades, o álbum é sucesso garantido em mosh pits.

7.5

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