sexta-feira, 20 de junho de 2014

Bullet for My Valentine - The Poison

País de Gales
2005
Visible Noise Records


Nos início dos anos 2000, o metalcore era algo relativamente novo, principalmente o do tipo que enfatizava a melodia e a harmonia. Bandas americanas como Trivium, Killswitch Engage e Shadows Fall são hoje reconhecidas pela agressividade e também pela melodia. Mas uma banda fora da terra do Tio Sam também recebeu destaque. É o caso dos galeses do Bullet for My Valentine.

Com quatro integrantes na formação, o grupo reveza entre a força agoniante e a melodia soturna. Os guitarristas Matt Tuck e Michael Paget fazem um show de riffs carregados, seja com peso ou com emoção. De uma forma ou de outra, o ouvinte sentirá algo durante as faixas. Raiva, tristeza, vontade de bater cabeça ou de chutar tudo por aí. The Poison é um álbum que evoca ações e sentimentos.

A introdução, criativamente batizada de “Intro” e com participação especial do Apocalyptica, já evidencia a proposta inicial do trabalho. Tons agradáveis aos ouvidos, mas ao mesmo tempo sombrios e venenosos, fazendo jus ao título do álbum. À medida que o álbum progride, há o encontro de vários subgêneros do metal. Você pode sentir um thrash aqui, um nu metal ali. Transitar entre os gêneros é sempre ponto positivo.

Na sétima faixa, que marca a metade do The Poison, uma balada para repouso. No entanto, uma balada nem tão balada. O violão, item praticamente obrigatório, está ali, mas a guitarra também. Assim, a faixa diz: “vamos parar um pouco, mas só um pouco, porque queremos que você bata mais cabeça depois”. “All These Things I Hate” é um bom intervalo. Você para, mas não para, e depois continua. Com “Room 409”, as pancadas voltam com tudo e as poderosas “melodias-harmonias” voltam na faixa-título.

Matt Tuck faz um excelente trabalho com vocais tanto limpos quanto sujos. E ainda conta com um ótimo suporte do baixista Jason James. Gritaria dupla para ninguém dormir. The Poison é um trabalho sólido, consistente, coeso, com faixas que se encaixam muito bem. Mas peca por ser um pouco massivo demais. São 53 minutos de altos e baixos, riffs brutos, acordes e breakdowns. Para quem não está muito acostumado, o ouvido pode cansar depois de meia-hora. De qualquer forma, vale conferir um trabalho que abre portas para um novo metal de um novo século.

8.2

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